Ler os rótulos pode ser mais fácil do que você imagina.

Aprenda a ler os Rótulos dos alimentos.

 

Aprender a ler rótulos é algo essencial não somente para quem está querendo perder peso, mas para todos que desejam ter mais saúde. Aprender sobre o que colocamos no nosso prato tem grande impacto na prevenção da obesidade e diversas outras doenças relacionadas ao peso e a alimentação.

Você consegue identificar as informações mais importantes o produto que está comprando? 

Mesmo as pessoas que têm o hábito de olhar o rótulo antes da compra procuram apenas a informação sobre calorias. Entretanto há informações com letras ainda menores que são de extrema importância e que devem ser sempre checadas.

Todos devemos aprender a ler rótulos. A indústria tenta o tempo todo vender alimentos como “saudáveis” , porém a maioria são cheios de aditivos e substâncias nocivas para realçar o sabor. 

Abaixo segue um roteiro que podemos utilizar para aprender a ler os rótulos dos alimentos.

1. Ingredientes

 A lista de ingredientes é a primeira parte do rótulo que deve ter nossa atenção. Nela são listados todos os elementos que contém no produto.

Os ingredientes são colocados por ordem de quantidade em forma decrescente, ou seja, do ingrediente que existe em maior quantidade até o de menor quantidade.

Ao ler o rótulo de um alimento observe sempre se os três primeiros são produtos químicos ou açúcares e gorduras. Se for, pode ser que exista em seu preparo uma quantidade muito grande desses elementos e que este produto não é considerado saudável.

Vou dar um exemplo da lista de alimentos de um achocolatado muito utilizado aqui no Brasil principalmente no café da manhã das crianças.

2. Tabela nutricional

Primeiro item a analisar: “quantidade por porção”.

Muitas vezes analisamos uma embalagem com a outra no critério “valor energético” (calorias), mas não observamos que nas embalagens está dizendo que quantidade por porção de um é de 30g e da outra é de 60g. Assim caímos na pegadinha de achar que um é mais calórico que o outro, sendo que na verdade é ao contrário.

 

3. Nutrientes

Continuando na tabela nutricional, alí também existem informações importantes, como por exemplo, a respeito da quantidade de fibras, sódio, gordura trans e saturada, entre outros. Quanto mais fibras e sem gordura trans melhor. Uma quantidade de sódio e gordura elevada, pior.

 

4. Alimentos integrais

A simples presença da palavra “integral” não significa que o alimento é 100% integral. É muito importante ficar atento aos ingredientes presentes nos rótulos quando comprar alimentos integrais.

Aqueles pães que anunciam que são feitos de grãos integrais, por exemplo, podem ter sido feitos exclusivamente com farinha de trigo branca e os grãos integrais foram adicionados à massa. Ou seja, este pão não é integral, mas sim, os grãos que estão presentes nele.

Para que um alimento seja integral de verdade é preciso que o primeiro alimento da base de ingredientes seja integral também, por exemplo “farinha de trigo integral”, pois como falamos, a quantidade dos ingredientes são colocados em ordem decrescente.

Portanto, caso o primeiro alimento não seja integral, você pode estar sendo enganado. Na dúvida, busque outros alimentos similares e leia o rótulo.

 

5. Calorias

Você já deve ter percebido que a tabela nutricional indica a porcentagem de calorias para uma dieta baseada em duas mil calorias por dia. Mas já é de conhecimento que cada indivíduo tem uma necessidade calórica diária diferente, então não se preocupe tanto assim com as calorias, mas sim com outros elementos nutricionais.

Um refrigerante zero, por exemplo, possui zero caloria, porém, não tem nenhum outro nutriente necessário ao metabolismo. Já um suco de laranja possui mais calorias que um refrigerante zero, porém tem diversos nutrientes importantes ao metabolismo endógeno, como vitaminas, minerais e fitoquímicos antioxidantes.

De qualquer forma, se for escolher por esse item, prefira alimentos com menor densidade calórica (Kcal/100g). Mais de 400 kcal por 100g de produto é bastante elevado.

 

6. Glúten

Há muitas pessoas com doenças celíacas (intolerância ao glúten) que não podem consumir alimentos que o contenham.

Essas pessoas podem ser facilmente enganadas quando, por exemplo, no rótulo existe a informação “Não contém glúten”, mas na descrição dos ingredientes existe farinha de trigo, alimento que contém glúten.

Mesmo que na frente do rótulo saliente algum tipo de informação vale a pena conferir o rótulo todo a fim de confirmar tal descrição.

 

7. Lactose

Assim como o glúten, há pessoas que não podem consumir alimentos que contenham lactose, devido a sua intolerância, alergia ao leite e/ou é vegano.

São derivados do leite: Lactoalbumina, Lactoglobulina, Fosfato de lactoalbumina, Lactoferrina, Lactulose, Caseína, Caseína hidrolisada, Caseinato de cálcio, Caseinato de potássio, Caseinato de amônia, Caseinato de magnésio, Caseinato de sódio, Leitelho, Coalhada, Proteína de leite hidrolisada, Lactose.

E os que não são: Lactato de cálcio, Lactato de sódio, Estearoil Lactilato de Sódio, Estearoil Lactilato de Cálcio, Cremor de Tártaro.

 

Dica

Da próxima vez que for às compras, reserve um tempinho a mais para ler os rótulos dos produtos.

 

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